segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Você não é essa pessoa toda
Ser ou estar triste não é uma opção, ninguém escolhe a tristeza e a dor na sua alma, algumas pessoas até se alimenta dela, mas por não terem mais nada para comer. Como também ter forças para se erguer não é a mesma para todo mundo, a resistência às pedradas da vida não vem apenas no querer. Não jugue aquele que não consegue se reerguer, você não sabe pelo que ele já passou na vida, você não sabe o quanto ele suportou, você não faz ideia do que ele já chorou, o pelo que chorou.
Por isso, antes de criticar qualquer sofrimento, mesmo que seus colhões toquem no chão, cale a sua boca, você pode choramingar como criança, se passar por alguma coisa que essa pessoa já passou.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
A Fuga
No fundo dos seus olhos tudo parecia uma enorme calmaria, era possível ver a linha do horizonte, onde o céu se perdia no infinito. Mas isso era só no fundo. Era aquele milésimo de segundo até que a adrenalina faça efeito.
Ele não tinha tempo para tremer, seus músculos estavam rígidos. As mãos presas ao volante, e o pé direito a todo vapor pisava o acelerador. Quando a mão direita soltava o volante, o pé esquerdo pressionava a embreagem. Ainda não se sabe direito, mas de uma forma ou de outra aquilo já estava acontecendo há um bom tempo. Olhou para o banco do passageiro e viu um rosto conhecido com os dentes trincados. O pânico era evidente, aquela pessoa estava tão nervosa que se esquecera de até mesmo repirar.
Tudo isso durou um segundo. No próximo sentia uma batida na traseira do carro. Logo após vieram os tiros, olhou pelo retrovisor interno, só conseguiu ver um carro branco e o vulto de outro. A única coisa da qual tinha certeza era: Não posso parar. Saiu ziguezagueando naquela avenida. Com três faixas, nem tudo parecia fácil. Era fim de tarde. As pessoas pareciam estar voltando para casa, o movimento era enorme e o perigo também. não havia sinal vermelho que o fizesse parar, esperar ou se descuidar poderia significar a sua morte.
Where the big guys can sleep in peace
Everybody look inside think to be a good guy, but the really good boys are de only people that don’t care to look inside, the still looking solutions for your problems e sometimes the family or friend’s problem. And when they are sad they cannot find anybody to help us. No girlfriends, no friends, no parents, no sister, no anything. Maybe drink to be the only exit for your questions.
Sometimes he imagine that come to this world only to funk yourself. He cannot open your eyes and see the sky, because your pain make him cry, and the tears rolling down in your face.
Maybe the problems make a conspiration to fuke the poor boy, Oh shit, why? Oh God, Why? I’m only what be happy, to a good guy, and only. I don’t care to have a big success, or make money a lot. Fuck off all! To be happy, and have de basic conditions is the enough for me.
But came the point when they give up to fight, or to be a good guy, and wait for a good place to sleep, to forget the life, if this really have in somewhere, because he don’t care anymore.
He don’t care.
Os outros que me perdoem, mas meu avô é fundamental
Quando o avô de um colega nosso aqui da revista Esquina faleceu este ano surgiu a proposta de cada um escrever sobre o patriarca de sua família, ou das duas. Infelizmente só tenho um. Mas graças a Deus ele vale por milhões, e não estou mentindo. Eu realmente sinto muito pela perda do meu amigo, e quando digo isso não é aquele velho clichê de filme americano, é sentir mesmo, e ter uma ideia do que ele sente.
Eu sou um órfã de família materna. Graças a Deus tenho a minha mãe, e só. Há alguns meses morreu uma tia, que na verdade era prima dela, porém era mais presente do que qualquer irmã. Mesmo longe ainda choro quando a lembro, não só pela pessoa que sei foi, mas um imaginário de família que existia em mim. Eu nunca tive um avô por parte de mãe, mesmo antes de ser um projeto – sim, a minha nega tem muita história para contar, quem sabe no dia das mães – minha mãe nunca chegou a conhecer o seu pai, e hoje tem mais de sessenta anos. Na verdade após nascer ela foi dada pela mãe para que uma tia criasse. Na sua história ela teve duas mães e uma tia. A Madrinha morreu um pouco antes de eu nascer; a Mãe Cota, que está viva até hoje, vive em São Paulo, mas não tem condições de vir para cá, nem nós de trazê-la e a Tia Lia. Esta última foi quem a gerou, as outras duas a criaram.
Por esse motivo eu só tenho um avô para falar aqui, entretanto é um dos meus grandes orgulhos.
Dentro do movimento, vi o que todo mundo viu, mas acho que conto o que ninguém contou
“Clebão seu merda, eu vou quebrar a sua cara, filho da puta.”
Quando o seu dia começo com você tendo um pau com uma das pessoas que você mais ama pode ter certeza que ele vai ser uma grande... Ok, bem que poderia ser uma “grande merda”, mas não foi, tenho quase certeza que perdi metade do meu sangue, ele foi trocado por adrenalina, e o que circulava em mim é só a maldita adrenalina, e olhe que eu não estava caindo de um avião.
Eu sei que essa matéria é sobre o protesto contra o aumento da passagem, mas se eu omitir todo o contexto do meu dia vai ficar totalmente sem graça, pelo menos para mim. Para facilitar a sua vida, que é um preguiçoso eu vou deixar uma retranca quando começar a parte do protesto, mas que se dane, o texto é meu e eu escrevo o que quero.
A porcaria da música que tá tocando aqui não me faz bem, eu devo confessar isso. Na verdade elas nunca ajudam.
Sim, voltando à pauta. Eu gosto de trabalhar onde trabalho, pessoas maneiras, e boa oportunidade de aprender. Tudo o que um cara como eu deseja. A única coisa que me deixa triste é o salário, mas neste país quem está contente com o salário? Até juízes, ministros, senadores e deputados vivem insatisfeitos com os seus. Dentre as pessoas que trabalham comigo está Marcelo. No protesto de quarta-feira ele foi, e quase perdeu a visão com uma bomba que explodiu e seus fragmentos atingiram o rosto. Quando foi procurar pelo comandante da operação ele foi enquadrado e levado para a delegacia. Já nesta sexta-feira na sua volta à redação, para a nossa felicidade ele já estava bem melhor, mas era visível a ferida em seu rosto. Para melhorar tudo ouvimos sua música favorita: O clássico de Nissin Oufrari.
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